Azenhas do Douro: energia hidráulica desde o século X
Muito antes das turbinas, o Douro já era uma central de energia. As aceñas de Olivares, documentadas desde o século X, moíam cereal para a cidade de Zamora aproveitando a corrente do rio com rodas verticais.
Recuperado como espaço de interpretação, o conjunto permite hoje ver de perto os mecanismos de madeira e pedra que faziam da moagem um ofício ribeirinho. A poucos minutos, o bairro de Cabañales guarda outro conjunto medieval, testemunho da densidade industrial que o rio sustentava.
Na rota das azenhas, cada paragem é uma aula de engenharia pré-industrial — e um lembrete de que a transição energética começou há muitos séculos.